PÔS-SE O SOL – João Xavier de Matos

Pôs-se o sol… Como já na sombra feia
Do dia pouco a pouco a luz desmaia,
E a parda mão da noite, antes que caia,
De grossas nuvens todo o ar semeia!

Apenas já diviso a minha aldeia;
Já do cipreste não distingo a faia.
Tudo em silêncio está; só lá na praia
Se ouvem quebrar as ondas pela areia.

Com a mão na face, a vista ao céu levanto;
E cheio de mortal melancolia,
Nos tristes olhos mal sustenho o pranto.

E se inda algum alívio ter podia,
Era ver esta noite durar tanto
Que nunca mais amanhecesse o dia!

Colaboração de Pedro Malta

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BRASIL DE PATOS

Paulo Guedes, em entrevista a um canal de TV, disse, com muita clareza, o seguinte pensar sobre o atual Brasil em que vivemos: “A minha interpretação é que está muito claro para o brasileiro comum o seguinte: tem cinco bancos, seis empreiteiras, uma produtora de petróleo, tem três distribuidoras de gás e tem duzentos milhões de patos. Os patos somos nós”. Um sábio pensar, afinal, por décadas estamos vivendo sob o controle do Estado e de grupos econômicos que comprimem qualquer tentativa de crescimento empresarial. É esse Estado que recolhe dinheiro dos “contribuintes” e suga, por todos os lados, com impostos diretos e indiretos, a população brasileira. Com isso mantém benesses a um pequeno círculo de “benfeitores” empresariais, que também faz uso do braço do poder legislativo e judiciário para distribuir bônus, isenções e perdão de multas e juros via leis e decretos. São esses privilegiados empresários, que sempre deterioraram a economia brasileira, não só na alta estratosférica dos juros, como também no controle de obras e serviços, empregos e salários.

Esse tenaz controle do trânsito econômico impede o crescimento mais acelerado de pequenos e médios empresário que ficam sob pressão do mercado e da mão de ferro dos impostos federais, estaduais e municipais. É muito difícil, quase impossível, que esses empresários, operando sob tamanha resistência e pressão fiscal, consigam ultrapassar a faixa de vida dos dois anos, prazo em que a maioria sucumbe. Os que ultrapassam, conseguem sobreviver se utilizando de instrumentação nada republicana como a sonegação, corrupção, negociatas com a administração pública e por aí vai. Aqueles empresários que conseguem penetrar no óvulo da fertilidade econômica estatal terão alguma chance de fazer parte do útero da prosperidade empresarial.

“Os patos somos nós”, e somos. Inúmeras vezes escrevi sobre a docilidade e subserviência do povo brasileiro que aceita passivamente tudo que é imposto pelo Estado e seus órgãos de controle. O período de governo de 1995 para cá, foi um dos mais opressores economicamente e todas as chamadas propostas de desenvolvimento com muitos “estímulos” e aberturas de créditos aos pequenos e médios empresários eram meras conversas fiadas, voltadas apenas a recolher destes mais frutos do seu trabalho. Davam com uma mão e tomavam em dobro com a outra. Os produtores do agronegócio, como exemplo, ainda trabalham para o governo.

Aceitamos, por décadas, que esses desmiolados e debilóides universitários de áreas das ciências sociais e afins, destruíssem com as universidades públicas do Brasil. São controlados por organizações partidárias ideológicas que os transformaram em massa de manobra. Numericamente inexpressivos no contexto geral, menos de 3%, mas promovem a depredação do patrimônio que é construído com o dinheiro do povo. Os governos não tomam nenhuma atitude temerosos das ações das grandes mídias, que são o sustentáculo desses imbecis “universitários” e dos seus partidos de extrema esquerda, que realizam nesses vermes, verdadeiras lavagens cerebrais.

É isso aí, somos os patos sim. Aceitamos viver sem hospitais decentes, a receber tratamento desumano nos transportes públicos, a não reagir contra o desmantelamento da educação dos filhos nas escolas com a pregação de ideologia de gênero ensinando que genitálias não são definição de sexo masculino e feminino. Aceitamos passivamente que o Estado nos imponha participar de sua arrecadação com impostos em tudo aquilo que adquirimos, remédios, carros, alimentação, luz, transportes e por aí vai, mas no final os favorecidos, são os grandes empresários, os seis citados e alguns aderentes, juntamente com os funcionários da área pública, estes, em sua maioria, com enormes salários e gordas aposentadorias, os grandes beneficiados com o dinheiro recolhido daqueles que suam a camisa para sobreviver.

No artigo anterior, “Descomunal enfrentamento”, escrevo sobre esta situação aqui exposta e menciono a gigantesca tarefa que enfrenta o governo Bolsonaro. Além do aparelhamento da área pública, o governo

vai se defrontar com a inércia e passividade de enorme parcela da população. Precisamos deixar de ser “patos” e enfrentar esses patifes que estão aboletados nas estruturas governamentais e da mídia que ao invés de ser imparcial na informação, promovem incertezas e dúvidas, além de induzir a população a erros e incompreensão dos fatos e propostas do governo Bolsonaro. O certo para ela, era o governo esquerdista do Lulla e seu bando quadrilheiro, fornecedor de tetas para mamarem no dinheiro do povo. Este tempo acabou, como está acabando o Brasil de patos.

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GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Ocione Poeta glosando o mote:

Satanás quando não vem
Ele manda o secretário.

Gás sarin na estação
Atentado às torres gêmeas
Casamento entre fêmeas
De Dalila a traição
Caim que matou o irmão
Hitler vil e sanguinário
Propina em judiciário
Fuzilamento de alguém
Satanás quando não vem
Ele manda o secretário.

* * *

Zé Limeira glosando o mote

Escrevi o nome dela
Com o leve do azul do céu.

A minha poica maluca
Brigou com setenta burro,
Deu cento e noventa murro
Na cara de Zé de Duca.
Dei-lhe um bufete na nuca
Que derrubei seu chapéu…
Vai chegando São Miguel
Montado numa cadela…
Escrevi o nome dela
Com o leve do azul do céu.

Me chamo José Limeira,
Cantador do meu sertão,
O Sino de Salamão
Tocando na laranjeira,
Crepusco de fim-de-feira,
Museu de São Rafael,
O Juiz prendeu o réu,
Dispois fechou a cancela…
Escrevi o nome dela
Com o leve do azul do céu.

Quando Abel matou Caim
No Rio Grande do Sul,
Deu-lhe um quilo de beiju
Com as berada de capim.
Nisso chegou São Joaquim
Que já vinha do quartel
Cumode prendê Abel,
Dois pedaço de costela…
Escrevi o nome dela
Com o leve do azul do céu.

* * *

Severino Feitosa glosando o mote:

Eu querendo também faço
Igualzinho a Zé Limeira

Confúcio foi na Bahia
Pai-de-Santo e curandeiro
Anchieta era pedreiro
No farol de Alexandria
Hitler nasceu na Turquia
Vendia manga na feira
A Revolução Praieira
Degolou Torquato Tasso
Eu querendo também faço
Igualzinho a Zé Limeira.

* * *

Carlos Severiano Cavalcanti glosando o mote:

Devagar, como fogo de monturo,
a saudade invadiu meu coração.

Na fazenda, nasci e me criei,
peraltava e fazia escaramuça,
morcegava, no campo, a besta ruça,
jararaca até mesmo já matei.
Não me lembro da vez em que acordei
assombrado com tiros de trovão,
pinotava da rede para o chão
e saía correndo pelo escuro.
Devagar, como fogo de monturo,
a saudade invadiu meu coração.

* * *

Louro Branco e Zé Cardoso glosando o mote:

Não existe mais respeito
Nos namoros de hoje em dia.

Louro Branco:

Não existe mais respeito
Nos namoros de hoje em dia
Rapaz que tem companheira
Não leva Salve Rainha
Mas leva uma camisinha
Escondida na carteira
Tira a roupa da parceira
Mama chega o peito esfria
Chupa na língua macia
Como quem chupa confeito
Não existe mais respeito
Nos namoros de hoje em dia.

Zé Cardoso:

Vi um casal na calçada
Ela com ele abraçado
Ele na boca colado
Ela na língua enganchada
Uma velha admirada
Dizia: “Vixe Maria!”
E com tristeza dizia:
“Eu nunca fiz desse jeito”
Não existe mais respeito
Nos namoros de hoje em dia.

* * *

Davi Calisto Neto glosando o mote

Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

Se o final é normal pra que correr
E se morrer é ruim mais é comum
Se o caixão vai leva de um em um
Se o dinheiro não pode socorrer…
Eu só quero o bastante para comer
Para viver para vesti e pra calçar
Mesmo sendo pouquim se não faltar
Eu só quero esse tanto todo dia
Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

Todo homem podendo tem que ter
Moradia, saúde e alimento
Um pouquinho também de investimento
Que um dia ele pode adoecer
Necessita também de algum lazer
Para o corpo cansado descansar
Mais tem gente que pensa em enricar
Não descansa de noite nem de dia
Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

Pra que tanta ganância por poder
Exibir a fortuna adquirida
Se o que a gente ganhar durante a vida
É preciso deixa quando morrer
Se na cova não tem como caber
E no caixão ninguém tem como levar
Lá no céu não tem banco para guardar
O que o morto juntou quando vivia
Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

Sei que a vida da gente se encerra
E muita gente se esquece com certeza
E é por isso pensando na riqueza
Que alguns loucos estão fazendo guerra
O pior é que brigam pela terra
Para depois nela mesma se enterrar
Toda essa riqueza vai ficar
E só o corpo que vai para a terra fria
Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

Pra que tanta ganância e ambição
Se essa vida é bastante passageira
Tudo finda num monte de poeira
Na mortalha, na cova e no caixão
Ninguém pode pedir prorrogação
Quando o jogo da vida terminar
A não ser uma vela pra queimar
O destino é partir de mãos vazia
Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

A ganância infeliz desenfreada
Deixa o mundo sem paz e sem sossego
Pois tem gente com mais de um emprego
E muita gente morrendo sem ter nada
Mais a vida da gente é emprestada
E qualquer dia o seu dono vem buscar
Qualquer vida que a morte carregar
Ninguém pode tirar segunda via
Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

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MISÓGINO NOS BRAÇOS DAS MACHÓLATRAS

* * *

Grande Alexandre!

Eu mesmo já estou com saudades dos xingamentos de “corrupto” e “mentiroso”.

Tô sentindo uma falta danada de esculhambar ladrões do dinheiro público.

E, já que você falou em “misógino”, confesso fiquei uma vontade danada de ser um misógino igual a esse cara da foto aí de baixo, odiado por tudo quanto é fêmea deste país.

Ô inveja que me deu!

A mulherzada num sai do pé dele.

Um misógino cercado de fêmeas machólatras

8 Comentários!

DUAS ESPERANÇAS MOBILIZAM O BRASIL

Percival Puggina

“A única escolha que faz sentido para a oposição, hoje, é ser 100% contra qualquer ideia que tenha chance de melhorar o país.” (J.R.Guzzo, tweet em 27/04)

Vivemos tempo demais sob a severa influência de uma ideologia escancaradamente reacionária. Aliás, com tanto por modernizar talvez devesse afirmar que ainda vivemos tempos remotos, paleolíticos. Os adeptos dessa ideologia, atuando em salas de aula, acorrentando-se a fórmulas superadas, se dedicam, por todos os modos, a puxar as rédeas da humanidade, da civilização e do país. Foi em nome dessa ideologia, num prenúncio do que estava por vir, que saíram às ruas no ano 2000 a vociferar contra o Descobrimento.

Vale lembrar os fatos. Aqui no Rio Grande do Sul, Olívio Dutra era governador e Raul Pont prefeito da Capital. Um grande relógio fora montado no ano anterior pela Rede Globo em contagem regressiva para o dia 22 de abril. Ficava próximo à Usina do Gasômetro. Tanta era (e continua sendo) a repulsa pela história nacional que, chegado o dia dos festejos, um grupo de trabalhadores em não sei o que resolveu acabar com o relógio. Espontaneamente, sem qualquer combinação, chegaram juntos, na hora certa, equipados e bem dispostos. Sua posição sobre os 500 Anos afinava-se pelo diapasão do petismo que dava as cartas e jogava de mão no Estado e na prefeitura. Tocaram fogo no artefato sob os olhos atentos da Brigada Militar, num dia em que oficial circulava sem camisa, inspetor de polícia dava ordens para capitão e secretário de Estado assistia tudo sorrindo. Era a festa dos Outros Quinhentos.

Chamavam de Invasão o feito de Cabral, e, por algum motivo obscuro, não o escolheram patrono do MST. É claro que se os portugueses tivessem tocado direto para as Índias, nosso país seria hoje o que são as tribos que se mantiveram sem contato com a civilização. Vale dizer: viveríamos lascando pedra.

Essa ideologia, se pudesse, acabaria com o imenso usucapião denominado Brasil. Os negros voltariam à África, os invasores brancos seriam banidos para a Europa e os índios promoveriam uma continental desapropriação do solo e das malfeitorias aqui implantadas. Alerta: os defensores de tão escabrosa geopolítica se aborrecerão terrivelmente se você apontar o racismo embutido nesses conceitos que viriam a dividir os brasileiros a partir da eleição de Lula em 2002.

O estrago foi grande. Não voltamos às cavernas como se poderia presumir do discurso retrógrado que condenava o “grande capital”, a “grande empresa”, a “grande propriedade”, e para o qual até o nomadismo parecia fenômeno reprovável, precursor do famigerado neoliberalismo. No entanto, se não voltamos às cavernas, se o agronegócio não acabou e não tocamos tambor para chover, os “negócios” foram tantos e tão grandes que o país entrou em recessão, a economia foi para o saco, as contas nos paraísos fiscais engordaram e os desempregados se contam em oito dígitos. Tal história, como se sabe, acabou nos confessionários de Curitiba.

Dois grupos disputam espaço político no Brasil. De uma banda, o novo governo, de perfil liberal e conservador, inova e alimenta a esperança de que, modernizando-nos, podemos escapar do caos. De outra, a oposição, que recicla velhos chavões, bate palmas para Maduro, se aferra ao paleolítico e alimenta o caos com esperança de voltar.

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MARCOS AVELAR – SOROCABA-SP

Caro Editor Berto,

Este vídeo está muito bom.

Marcelo Carvalho, da Rede TV!, desnuda a real situação da decadente Rede Globo.

Temos que desmascarar a campanha da grande mídia contra o atual governo.

Veja se dá para publicar no JBF.

Atenciosamente,

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AMANTE LADINA

Gleisi revela que o bando de Lula esvaziou os cofres da Petrobras para enganar os imperialistas ianques

“O desmonte na Petrobras segue. Este é o coração do projeto do governo: submeter o mercado de energia aos EUA e dilacerar o papel da Petrobras”.

Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente do PT, conhecida pelo codinome Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht, explicando que foi para evitar que os americanos confiscassem a Petrobras que o bando de Lula esvaziou os cofres da empresa e guardou o dinheiro em paraísos fiscais ou nos bolsos dos empreiteiros amigos.

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