AUGUSTO NUNES

FERIADO ETERNO

Um dos pregadores da missa negra do 1° de Maio, Boulos ainda não revelou quando vai começar a trabalhar

“Você tem diversidades, nuances, diferenças. Mas quando se trata de defender direitos, este palco fala a mesma língua”.

Guilherme Boulos, gerente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, um dos pregadores da missa negra em louvor do 1° de Maio celebrada em São Paulo pelas centrais sindicais, sem revelar quando vai começar a trabalhar.

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

LULA EXIGE “CORAGEM DE MAMAR EM ONÇA” DO STF

Ao manter as condenações de Lula na primeira instância, pelo ex-chefe da Lava Jato, Sergio Moro, e no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou de uma vez algumas lorotas petistas. A decisão mais importante, adotada por unanimidade por oito julgadores ─ o juiz do primeiro grau, os três da turma do segundo e quatro da do terceiro ─, 8 a 0, como lembrou o Estado em editorial publicado sexta-feira 25 de abril, fecha o veredicto: ele é corrupto e lavador de dinheiro. Ou seja, o presidiário mais famoso do País está a milhões de anos-luz de poder se proclamar o mais inocente dos brasileiros. Para chegar a essa conclusão, o penúltimo destino dos recursos de sua defesa considerou haver provas que destroem tal falácia. Os representantes do criminoso também propiciaram aos ministros inocentar o primeiro julgador da pecha de parcial.

No entanto, a mesma decisão produziu outra, esta inédita no relato dos julgamentos da turma: conhecida como “câmara de gás” do pináculo judicial, ela não tem o hábito de reduzir ─ como o fez ─ penas dos níveis anteriores do Judiciário. A mudança da “dosimetria” da pena foi um ponto radicalmente fora da curva da rotina do tribunal. No primeiro grau o petista foi condenado a nove anos e meio e no segundo a 12 anos e um mês. O terceiro fixou em oito anos, dez meses e 20 dias. Tal diminuição de 26% permitirá ao réu pedir para sair do regime fechado para o semiaberto, no qual ele seria autorizado a trabalhar durante os dias úteis e passar as noites, os fins de semana e feriados confinado numa prisão. Em teoria. Na prática, se Lula não for condenado pelo TRF-4, pela segunda vez em segunda instância, poderá responder aos outros seis processos criminais, quatro em Brasília, um em Curitiba e outro em São Paulo, livre, leve e solto. Embora nunca tenha frequentado um presídio de verdade neste ano e quase um mês de pena cumprida, ninguém negará que seria um alívio poder dormir em casa.

O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, componente do trio que preparou a acusação que levou ao impeachment de Dilma Rousseff, explicou, em entrevista ao Blog do Nêumanne: “O regime semiaberto deixou de ser aplicado, como preveem o Código Penal e a Lei de Execução Penal, pois, por incúria da administração, não há presídios semiabertos, como colônias agrícolas ou agroindustriais, sendo cumprida a pena como se fosse prisão albergue. Mas na falta de presídios semiabertos, a única forma é aplicar o sistema aberto”.

Essa perspectiva abre a brecha para discutir não apenas o abrandamento do “gás” empregado pela “câmara” na pena, mas também uma eventual combinação prévia desta.

A unanimidade dos quatro ministros da turma ao reduzir, exatamente na mesma medida, a pena de Lula no processo do triplex teria sido acertada por meses pelo relator Felix Fischer, segundo Carolina Brígido, no Globo. O relator tem negado repetidas vezes em decisões monocráticas recursos da defesa do senhor réu, mas percebeu que três colegas queriam diminuir a punição, e no caso, se ficasse vencido no julgamento, perderia a relatoria não só do processo do ex-presidente, mas de toda a Lava Jato no STJ, conforme o regimento da Corte.

Relatou ainda a colega: “Nos bastidores, as conversas de integrantes da Quinta Turma entre si, e também com ministros do STF, levaram meses. Outro ponto que teria pesado na decisão de Fischer seria o fato de que uma decisão unânime da turma fortaleceria o tribunal, porque ficaria para o público a imagem de uma corte harmoniosa em relação a um tema tão controvertido”. Completando o quadro, no Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual certamente recorrerá, Lula tem chance de reduzir mais a pena se os ministros eliminarem o crime de lavagem de dinheiro da condenação, roteiro inspirado em precedentes.

Uma rápida consulta ao noticiário da época poderá ser útil para lembrar que, em formação anterior, o mesmo tribunal reduziu penas de petistas condenados no mensalão. A “fala do trono”, publicada sábado com destaque pelos jornais Folha de S.Paulo e El País, por mercê de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, contra despacho de outro ministro, Luiz Fux, pode também levar a uma consulta aos arquivos.

Comemorando seu feito profissional, o representante do jornal espanhol, Florestan Fernandes Júnior, registrou em post no Twitter que “nem a gaiola em que foi trancado fez a ‘águia’ do sertão pernambucano perder seu esplendor”. Talvez a definição fosse mais precisa para se referir ao teor de telefonema de Lula à então ainda presidente Dilma em 4 de março de 2016, e levado a conhecimento público 12 dias depois, quando ele afirmou a respeito do tribunal que acaba de julgá-lo e do outro ao qual recorrerá: “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos um Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado”.

Mas, três anos depois, o senhor réu tem bons motivos para se agarrar à esperança de ter perdoado pelo “Pretório Excelso” o que precisar que seja para voltar para casa. E descobriu no passado do STF provas de coragem que relatou, após enfrentar galhardamente o “rígido esquema de segurança” e ter dado “forte abraço” em Florestan e Mônica Bergamo: “O STF já tomou decisão muito importante. Essa Corte votou, por exemplo, células-tronco, contra boa parte da Igreja Católica. Já votou a questão Raposa-Serra do Sol contra os poderosos do arroz no Estado de Roraima. Essa mesma corte votou união civil contra todo o preconceito evangélico. Essa corte votou as cotas para que os negros pudessem entrar. Ela já demonstrou que teve coragem e se comportou”.

Publicado o recado, resta-lhe esperar que os ministros, do qual o PT nomeou sete, tenham coragem. A palavra é essa mesmo. “Coragem de mamar em onça”, diria meu avô.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

EXTREMA IMPRENSA OPOSICIONISTA

* * *

Notícia fresquinha. Saiu hoje.

O poste de Lula, esmagado pelo povo nas últimas eleições, vai ser colunista da Folha de S.Paulo.

Ao lado de Mônica Bergamo, formará uma linda dupla na redação do mais aguerrido partido político oposicionista ao atual governo.

Um partido que se passa por jornal.

Acabei de mandar mensagem pro poste oferecendo espaço pra ele nesta gazeta escrota.

Afinal, aqui se publica muita coisa boa. Mas, também, todo tipo de merda tem espaço garantido.

Na mensagem eu até mandei uma sugestão de título pra coluna: Bosta nos Ares.

Espero que ele aceite.

Mônica Bergamo e Fernando Haddad: uma parelha de petistas Óleo de Peroba que irá militar de cara lisa na grande imprensa banânica,

A HORA DA POESIA

SOLITÁRIO – Augusto dos Anjos

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta…
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
– Velho caixão a carregar destroços –

Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!

Colaboração de Pedro Malta

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

O FUTURO DA INFORMAÇÃO

O futuro começa longe. No passado. Como previu Orwell, “Quem controla o futuro/ Controla o presente/ Quem controla o presente/ Controla o futuro” (em 1984). É a “visão triptica do tempo”, da qual falava recorrentemente Gilberto Freyre. Com relação à informação, bom ver isso nesses três tempos.

O PASSADO. “Uma folha de mim atiro para o Norte/ Onde estão as cidades de ontem que eu sempre amei”, Pessoa (n’O Guardador…). Na Ditadura, havia censura. Braba. Que sobreviveu algum tempo mais, na redemocratização. Por exemplo. Músicas censuradas, só a dos interiores do Nordeste, encontramos, em 1985, mais de 500. Segue um exemplo.

FÁBRICA DE BONECA

TEM UMA CASA PRA ALUGAR
NA PRACINHA FREI CANECA
SE ALGUÉM INTERESSAR
FALA COM DONA NENECA
ELA SÓ ALUGA O FUNDO
PORQUE NA FRENTE, RAIMUNDO
USA PRA FAZER BONECA

O SEU RAIMUNDO
QUE É MARIDO DA NENECA
QUASE JÁ NÃO SAI DE CASA
SÓ FABRICANDO BONECA

PRA AJUDAR SEU MARIDO
A MULHER FOI LHE FALAR
VOCÊ NÃO USA O FUNDO
ENTÃO ME DEIXE ALUGAR

RAIMUNDO DISSE A MULHER
ATRÁS FAÇA O QUE QUISER
SÓ NÃO DEIXE ESTRAGAR

Autoria: Clodomiro Jacinto da Silva

Tem sentido censurar algo tão singelo? Ou veja-se o caso do roqueiro Léo Jaime.

Que a Polícia Federal quis prender, por ter registrado uma letra de música (Sônia). E cantar, em público, outra.

SÔ N I A
(B. Webb – Léo Jaime)

SÔNIA NÃO FICA ME AGARRANDO
VOCÊ ESTÁ SE EXCEDENDO
SÔNIA

SÔNIA NÃO FICA ME EXCITANDO
QUE EU TÔ DE SUNGA
SÔNIA

SÔNIA E É POR VOCÊ QUE EU ME PERTURBO
PENSANDO EM VOCÊ ME VEM A SENSAÇÃO
SEM PERCEBER EU JÁ FIQUEI NA MÃO
SÔNIA, EU TE ADORO

SÔNIA E É POR VOCÊ QUE EU ME MASTURBO
PENSANDO EM VOCÊ ME VEM A SENSAÇÃO
SEM PERCEBER EU TÔ COM O TAL NA MÃO
SÔNIA EU TE ADORO

SÔNIA,
VAMOS NESSA FESTA
FAZER UM TRENZINHO
VOCÊ VAI NA FRENTE QUE EU VOU ATRÁS
DANÇANDO HULLY-GULLY E TUDO MAIS

SÔNIA,
VAMOS NESSA FESTA
FAZER UM TRENZINHO
VOCÊ NA FRENTE E EU ATRÁS
E ATRÁS DE MIM UM OUTRO RAPAZ

AGORA EU TOPO TODAS
E LIBERO GERAL
SÔNIA, EU TO COM ÁGUA NA BOCA
EU SEMPRE ESTIVE A FIM
E VOCÊ SABE DISSO
EU SÓ QUERO ME DAR BEM
NÃO QUERO COMPROMISSO
SÔNIA, MEU AMOR EU TE AMO

EU TRANSO CUNNILINGUS
E SEXO ANAL
SÔNIA, VOU CAIR DE BOCA
EU SEMPRE TIVE A FIM
E VOCÊ SABE DISSO
EU SÓ QUERO TE COMER
NÃO QUERO COMPROMISSO
SÔNIA MEU AMOR EU TE AMO

Destaque, também, para os relatórios que se fazia naquele tempo. Ah, os relatórios!… Para uma pálida ideia, segue esse exemplo.

RELATÓRIO DA CENSURA FEDERAL

Assunto: Apresentação de peça teatral com texto modificado.

“Em 31/08/85, ao assistir o Jornal “MG TV”, 1a Edição, foi anunciada a estreia da peça teatral: “BRASIL, AH SE EU FOSSE FELIZ”, de Nilo Cezar Martins Tavares, no Fórum da Cultura, em Juiz de Fora.

Meu dever profissional levou-me a assistir a peça em questão.

Cheguei ao local, antes do horário de início do espetáculo, assentei-me, tranquilamente e esperei o começo da apresentação, que ocorreu por volta das 21h.30min.

A cena inicial apresentava um homem de farda verde-oliva, com uma espécie de chicote na mão, perseguindo um outro, caracterizado de presidiário, com ameaças de tortura. Esta cena e outros acréscimos não constavam do texto original, aprovado pela Censura Federal.

Ressalte-se que o espetáculo foi encerrado com o grupo de atores sambando e cantando música carnavalesca, só que a inclusão da Bandeira Nacional, servindo de estandarte de escola de samba, não constava do original aprovado.

Em virtude das irregularidades apontadas, foi lavrado um Auto de Infração”.

Bem se poderia dizer, com Cervantes “Quisera que os censores fossem mais misericordiosos ou menos escrupulosos” (no Quixote).

Para não ir mais longe, basta lembrar que quiseram incomodar o médium Chico Xavier. Trecho do relatório oficial, sobre ele: “Estivemos com o querido sensitivo lá pelas duas horas da manhã. Ao nos atender, sobre o assunto que ora confidencialmente relato ao estimado Secretário-Geral, com imparcialidade, e lealdade de princípios, disse-nos que a legislação brasileira cassa a nossa cidadania nacional”.

No fim, tudo acabou bem. As músicas foram liberadas. As peças, todas, também. Ninguém foi preso. Nosso querido médium não foi incomodado. E esse momento negro da nossa história findou, Graças ao bom Deus. Como dizia Nietzsche “O veredicto do passado é sempre o veredicto de um oráculo. Você só o compreende se for um arquiteto do futuro, ou um conhecedor do presente” (em Considerações inatuais).

O PRESENTE. “O presente é só uma rua onde passa quem me esqueceu…”, Pessoa (Realidade). Depois da censura, com informação de menos, veio informação demais. No movimento pendular da história, com suas sístoles e diástoles. Democracia, todos sabem, é informar. Mas é, também, não informar. Há grande conjunto de situações que nenhum país do mundo torna público. Como efetivos militares. Situações protegidas por reserva legal (Direito de Família, Estatuto do Menor). Documentação de fronteiras. Sigilo profissional. Advogados e médicos não podem tornar públicas conversas sobre seus clientes. Padres não podem, nas missas, fazer relatórios de suas confissões. Documentos internos do governo só devem ser divulgados no tempo certo. Em todos os países é assim. Se um jornal souber que amanhã, às 20 horas, na Rua C, nº 20, a Polícia vai dar batida para prender traficantes que lá mantém um laboratório de cocaína, ele divulga? Caso sim, já sabemos o que vai acontecer. O local vai estar limpo. Sem ninguém. É preciso bom senso, ao tratar desses assuntos. Que não podem ser reduzidos à tese de que cabe apenas ao agente público, o dever de segredo. Em democracias maduras o interesse coletivo, que obriga esses agentes, vincula também a imprensa. Embora ela pense (e diga) que não. Precisamos conversar sobre esse tema com mais calma.

O FUTURO. “Outra folha de mim atiro ao Ocidente/ Onde arde ao rubro, tudo que talvez seja o futuro,/ Que eu sem conhecer, adoro”, Pessoa (n’O Guardador…). A liberdade de consciência vai se afirmar sobre tudo. Inclusive o politicamente correto, que vai se limitar a só proibir ofensas. Vamos poder dizer o que quisermos, e quando quisermos, sem riscos de ser presos. O Annemberg Institute elaborou projeto de reforma da Lei de Imprensa americana (Libel Reform Act), não aceito pelo Congresso. É pena. E tão certa é, que vai vigorar, dentro de 100 anos, em todos os países. Tornando livres opinião (e charges). Os jornais (ou o que substituirá os jornais) só poderão noticiar fatos. Sob pena de multas severíssimas. Enquanto nós, indeterminados cidadãos comuns do povo, poderemos dar nossa opinião sem nenhuma limitação. Assim será o futuro, segundo penso.

P.S. Resumo de conferência realizada no Arquivo Público de Pernambuco, em 30/3/2019.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Estimado Papa

Acabo de ler, via Internet, na ‘corretíssima’ Folha de São Paulo a revelação de que o nosso estimado Luladrão moveu mundos e fundos (talvez estes tenham sido os da beneficiária das ações lulistas) para que a OAS ajudasse o maridinho da sua estimada secretária Rosemary Noronha, com contratos mais do que fictícios.

Isso me levou à lembrança de que essa corretíssima senhora há muito figura nos meandros da marginalidade petista, com alguns destaques como as muitas viagens (reservadas) no AeroLula, onde se diz que ela cuidava dos bens dessa grande figura.

Houve tempos em que instalaram algumas investigações/inquéritos que, parece, tomaram cá de sumiço ou foram mandados pela NASA para os confins do Universo, enterrados em um buraco negro qualquer da galáxia.

Como nossos astrônomos estão chegando a esses buracos negros, me veio à mente a possibilidade de um desses poderosos telescópios reencontrar essa documentação da estimada Rosemary, trazendo-a de volta à luz do sol e nos mostrando a beleza e o encantamento de sua ação protetora sobre o líder galáctico que recolhemos a uma área de segurança da PF, para garantir, decerto, sua imortalidade.

R. Meu caro, as viagens dela do Aerolula eram secretas, contrariando as normas aeronáuticas de vôo.

Nem a NASA conseguiria descobrir.

Aliás, a propósito desta sua referência a “mundos e fundos”, dê uma olhadinha nesta postagem que está logo aí embaixo, na seção “Deu no Jornal”.

Tem tudo a ver com os fundos de Rosemary.

“Que merda. Fudi, fudi, fudi e acabei fudido.”

DEU NO JORNAL

PUTANHAGEM PRESIDENCIALÍSTICA

Léo Pinheiro (OAS) disse em seu acordo de delação premiada que foi pressionado pelo ex-presiMente para que a construtora baiana contratasse a empresa do marido de Rosemary Noronha, que foi assessora especial do petista e trabalhou com ele durante décadas.

Rosemary Noronha é próxima de Lula desde o fim dos anos 1980. Ela cuidava da conta bancária do petista quando ele era sindicalista e foi chamada por ele para
assessorá-lo no PT e no governo federal.

Em 2012, ela foi alvo da Operação Porto Seguro, que investigou um esquema de venda de pareceres de órgãos públicos a empresas privadas.

Na ocasião, Rosemary era chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo.

* * *

Quer dizer, então, segundo a denúncia do corruptor ativo Léo Pinheiro, que Dona Rose botava chifres no marido mas cuidava direitinho dos interesses da empresa do seu corno.

Mulher de respeito e que ostentava um título pomposo:

Chefe de Gabinete da Presidência da República em São Paulo.

Coisa pra caralho!

Ou, melhor dizendo, coisa de levar caralho.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARLUCE FERRAZ – OLINDA-PE

Caro Berto,

Este vídeo mostra a melhor parte da malfadada entrevista que Lula deu na cadeia.

Aquela entrevista que não teve repercussão nenhuma e que só fez sucesso mesmo entre os petistas.

Publique para conhecimento de todos os seus leitores.

É a melhor parte da entrevista!

Obrigada e um grande abraço.

DEU NO JORNAL

AMBIENTE DE ALTO NÍVEL NAS FEDERAIS

O Ministério da Educação afirmou, na noite desta terça-feira (30), que o bloqueio de 30% na verba das instituições de ensino federais vai valer para todas as universidades e todos os institutos.

O anúncio foi feito depois das reações críticas ao corte de verba de três universidades que tinham sido palco de manifestações públicas: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

* * *

Sobre esta medida do governo federal, eu vi uma frase muito interessante no Twitter.

Esta aqui:

“O corte de verbas nas universidades federais é fascismo. A gente aprende muita coisa boa lá.”.

De fato, o que a gente mais aprende nas federais são coisas boas.

Além disso, também muito fatos interessantes e de grande relevância cultural ocorrem nas federais.

Vejam, por exemplo, esta manifestação acadêmica de alto gabarito que foi realizada na UnB, a Universidade de Brasília, de onde fui aluno nos anos 70.

A foto foi feita no prédio do Minhocão, onde está localizado o meu querido Departamento de Matemática.

Olhem que desfile lindo:

O que o Ministério da Educação chama de “manifestações públicas”, pra justificar o corte de verbas, são manifestações de altíssimo nível acadêmico e artístico.

Como, por exemplo, esta representação do lema “Meu cu é laico“, feita por alunos da Universidade Federal Fluminense:

Já na Universidade Federal da Bahia, o clima é de total descontração.

E muita concentração e dedicação aos estudos.

O flagrante abaixo registra uma reunião dos alunos que compõem o Diretório Acadêmico daquela instituição: