AUGUSTO NUNES

CENSOR LIBERTÁRIO

Toffoli defende enfaticamente a liberdade de expressão, desde que ninguém se expresse livremente sobre o Supremo

“A liberdade de expressão não deve servir à alimentação do ódio, da intolerância, da desinformação. Essas situações representam a utilização abusiva desse direito. Se permitirmos que isso aconteça, estaremos colocando em risco as conquistas alcançadas na Constituição de 1988. A liberdade de expressão deve ser exercida em harmonia com os demais direitos e valores constitucionais. Tenho reiterado isso: o ódio não pode entrar na sociedade”.

Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, em discurso na Congregação Israelita Paulista (CIP), afirmando que é totalmente a favor da liberdade de expressão, desde que ninguém se expresse livremente sobre a Corte que preside.

CHARGE DO SPONHOLZ

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

TEXTOS ALHEIOS

Uma explicação simples e clara sobre algumas coisas importantes:

“Controle social da mídia” é censura rebuscada.

“Microagressão” é quando o cara de classe média alta se sente ofendido.

“Embargo econômico” é quando governos, como o cubano, proíbem o livre comércio.

“Democracia socialista” é ditadura.

“Projeto nacional de desenvolvimento” é transferência de renda de pobre pra rico, mas fantasiada de gestão.

“Setor estratégico” é quando o indivíduo defende monopólios, mas fantasiado de gestor.

“Povo” são os sujeitos que votam no partido do militante.

“Intelectual” é o sujeito que concorda com o partido do militante.

“Processo democrático” é quando a vontade do partido do militante é atendida.

“Direito adquirido” é o que a gente chama de privilégio.

“Ocupação” é o que a gente chama de invasão.

“Justiça social” é caridade, só que com o dinheiro dos outros.

Estas são frases da autoria de Rodrigo da Silva, editor do excelente Spotniks:

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DEU NO JORNAL

ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

O REI DOS REIS

Em 1961, o diretor Nicholas Ray realizou uma das obras mais importantes da Vida de Jesus Cristo, um tributo à iconografia cristã. Na verdade, uma bela representação através de imagens. Conforme nos conta o cinéfilo Paulo Telles, o diretor traz para esta fita o seu EVANGELHO CÊNICO, HIERÁTICO, POLÍTICO, GRAVE, e COMOVENTE…

Ao contrário do que geralmente ocorre em outras versões da Paixão, REI DOS REIS inicia sua narrativa 63 anos antes do nascimento de Jesus, quando os romanos sob as ordens do General Pompeu (Conrado San Martin) invadem Jerusalém e conquistam o território. Por meio de um prólogo, narrado brilhantemente por Orson Welles (1915-1985), vemos a tomada da Judeia pelo exército romano e a nomeação do Rei Herodes (Gregoire Aslan) como uma espécie de interventor local. Inicia-se a perseguição ao povo judeu, que resiste com a crença de que a salvação está na vinda do Messias.

Assiste-se neste filme, KING OF KINGS, a vida de Cristo contada com rigor histórico. Da manjedoura em que nasceu na cidade de Belém para a adoração de milhares de fiéis espalhados pelo mundo, a vida de Jesus Cristo (interpretado por Jeffrey Hunter) foi inegavelmente repleta de grandes acontecimentos. Acompanhe em O Rei dos Reis, dirigido por Nicholas Ray e escrito por Philip Yordan – adaptado de nada menos que o Novo Testamento. Você verá seus milagres, os pilares da construção de sua igreja, a escolha dos Doze Apóstolos, a última ceia, a traição de Judas, o humilhante julgamento em praça pública conduzido por Pôncio Pilatos, a crucificação e a ressurreição. Para os cristãos, é uma grande chance de ver seu líder espiritual. Para toda a humanidade, a oportunidade de aprender mais sobre a vida de um dos ícones religiosos mais importantes da História. O Rei dos Reis tem música do vencedor do Oscar Miklos Rozsa e narração de Orson Welles.

Excelente atuação do ator Jeffrey Hunter que é o Jesus definitivo do cinema. Outro fato marcante é a bela trilha sonora, uma das melhores já compostas para esse tipo de épico. O filme é lindo e a trilha sonora original mais linda ainda. Muito interessante, principalmente por se concentrar mais no lado político da história. Portanto, não há problemas se o público não for religioso. Ele pode ser puramente visto como um filme político, mas o diretor não esqueceu em momento algum de incrementar uma boa dose de drama a partir do nascimento, até a vida e morte. um bom filme sobre a história milenar de Jesus Cristo, o Homem de Nazaré.

A película de mais de duas horas tem bons momentos, incluindo a eloquente sequência do Sermão da Montanha, o julgamento de Cristo (parece até que todo o filme foi feito em razão desse momento), e o emotivo evento que foi a crucificação. O USO DA COR VERMELHA, uma constate na filmografia, além de um deslumbrante cenário de uma terra esturricada na região da Espanha com um chão apedregulhado, também chamam muito atenção do telespectador. E as qualidades param por aí. Caracterização dos personagens, ritmo, alguns diálogos mais simplórios, além de outros elementos, elevam esta obra muito mais do que deveria.

Eis a declaração do ator que interpreta Cristo, Jeff Hunter, sobre seu sacro papel em REI DOS REIS (1961): “Senti minha responsabilidade crescer à medida que o filme prosseguia, e sinto-a ainda mesmo que o filme tenha terminado. Não creio, entretanto, que sou maior conhecedor de Cristo do que qualquer outra pessoa. Minha educação religiosa foi como a de qualquer criança americana. Conhecia a Bíblia, é claro, a história de Jesus era sagrada, mas nunca havia pensado muito sobre ele como pessoa, de carne e sangue, como um homem que viveu neste mundo como nós vivemos, entre pessoas e em um tempo não diferente dos atuais. Ao estudar o script, e enquanto prosseguia minha pesquisa, comecei a compreender pela primeira vez o significado de Sua vida e o que os seus ensinamentos trouxeram ao mundo”.

Para a escolha dos cenários, a produção optou pelas paisagens desérticas da Espanha que foram escolhidas em razão dos locais, entre pequenas aldeias e montanhas, lembravam a Palestina de 2000 anos, e pareciam reproduzir conjunturas adequadas para o filme. Cerca de 326 cenários foram construídos nos estúdios e ao ar livre. Como relata o historiador Paulo Telles, a cidade de Nazaré foi reconstituída em Manzanares, e um rio próximo de Andrea Del Fresno serviu para representar o Rio Jordão, onde João Batista batizou Jesus. Mas para a cena ao ar livre considerada o Climax Maximus do filme, “O SERMÃO DA MONTANHA”, estiveram presentes na filmagem 7.000 figurantes. Foram construídos cerca de 60 metros de trilhos ao longo das encostas. A cena, talvez o “sermão” mais espetacular de todas as fitas que tem como tema a Vida de Jesus, foi rodada em três dias. Ao longo da projeção, o “Sermão da Montanha” de Rei dos Reis leva apenas quinze minutos.

Apesar da temática política do filme, ele nos oferece belos momentos de amor e fé através das mensagens solenes de Cristo. sem dúvida, é um esplendoroso monumento épico bíblico em seus 168 minutos de projeção, e mesmo passado quase 60 anos de seu lançamento, ainda é incapaz de arranhar o fervor das plateias a santificada imagem de Cristo. Em tradução simultânea, o filme REI DOS REIS, pode ser considerado como o maior tratado de libertação de consciências. Sem purpurinas, mágicas ou utopias…

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

BANDIDO TAMBÉM TEM DIREITO DE FALAR

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, liberou nesta quinta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que havia sido proibida há mais de seis meses, antes da eleição presidencial.

* * *

O petista Dias Toffoli se mantém sempre solidário com o cumpanhero de partido.

A Editoria do JBF apurou que a defesa do também prisioneiro corrupto Eduardo Cunha vai apelar pra que o seu cliente tenho o mesmo direito concedido a Lula.

Cunhão tá doido pra abrir a boca.

Enquanto isto, os injustiçados militantes de causas sociais Fernandinho Beira-Mar e Marcola vão entrar ainda hoje na justiça.

Querem o mesmo direito que Toffoli concedeu a Lula de dar entrevista.

Por oportuno, cabe a pergunta: quando é que Lula vai ser transferido para uma penitenciária federal???

Hein???

Olavo Bilac estava certíssimo quando, se dirigindo às crianças, escreveu que “jamais verás nenhum país como este!”

Fernandinho e Marcola: “Por que só ele tem direito???”

CHARGE DO SPONHOLZ

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O APELO

“UMA ESMOLINHA, PRA MINHA MÃE JEJUAR NO DIA D’HOJE!!!”

Nunca esqueci esse triste apelo, ouvido das crianças que pediam esmolas, de porta em porta, em Nova-Cruz, na Quinta-Feira Santa e na Sexta-Feira da Paixão. Aos meus ouvidos, esse apelo soava como um lamento cheio de dor.

Na sala da nossa casa, ficavam dois sacos grandes, um com brote, outro com bacalhau. Eram as esmolas que minha mãe distribuía aos pedintes, durante a Semana Santa, especialmente na quinta e na sexta-feira. A distribuição começava de manhã cedo, sem hora para terminar.

Nessa época, começo da década de 60, bacalhau era produto de baixo custo. Não chegava a Nova-Cruz o bacalhau de 1ª qualidade.

A Semana Santa, principalmente para os católicos, era uma época triste e sombria. O martírio de Nosso Senhor Jesus Cristo era revivido com respeito.

Para começar, não havia aula durante a Semana Santa. Não se ouvia música profana; ninguém chamava “nome feio”, e ninguém brigava. Era um período de reflexão, arrependimento e orações.

Na Quarta-Feira de Trevas, que antecede o martírio de Jesus, parecia que o mundo estava de luto, com a perspectiva de que no dia seguinte começaria o seu Calvário. Na Igreja lotada de fiéis, era rezado o “Ofício das Trevas” , no final da tarde,

A crendice popular era tão forte, que grande parte do povo da roça chegava ao ponto de não tomar banho na Quarta-Feira de Trevas, achando que era pecado e temendo ficar entrevado. Foi preciso a intervenção de Frei Damião, numa das “Santas Missões” que costumava fazer na cidade, para convencer o povo da roça de que não era pecado tomar banho na Quarta-feira de Trevas. E o Santo Frade Capuchinho, sempre terminava seus sermões, pela manhã, dizendo:

-Agora, vocês voltem para suas casa, e vão tomar banho!!! Não quero que cheguem aqui na Igreja mais tarde, fedendo a “bacurim”!

Na Quinta-Feira Santa, quando se revive a traição de Judas durante a Última Ceia, sentia-se na cidade o clima de tristeza e solidariedade. Era o começo do martírio de Jesus, que carregaria sua Cruz até o Calvário ou Gólgota, colina na qual seria crucificado e que, na época, ficava fora de Jerusalém.

Fazia parte da cultura nordestina, o furto de galinhas, na Sexta-Feira da Paixão, para servir de tira-gosto aos cachaceiros de plantão. Essa brincadeira grosseira, detestada pelas donas de casa, quase sempre era praticada por turmas de amigos, que gostavam de farrear.

Para se precaver dessa prática desalmada, à tardinha, as donas de casa mais cuidadosas transferiam as galinhas, do galinheiro para um quarto dentro de casa.

Na Semana Santa, as comadres da minha mãe, que residiam na zona rural, traziam-lhe beijus de goma com coco de presente, feitos em Casa de Farinha. O cheiro e o gosto desses beijus, eu nunca esqueci.

A partir da 4ª feira de trevas, não se comia carne. O almoço era na base de bacalhau, peixe, ou fritada de sardinha “Coqueiro”, feijão e arroz de coco.

Na Sexta – Feira da Paixão, Jesus estava morto e a imagem do seu corpo ficava em exposição na Igreja, durante todo o dia. Formava-se uma fila interminável, para que os fiéis o beijassem. Era o chamado dia do “beija”.

Nesse dia triste, eram obrigatórios, de acordo com os preceitos da Igreja Católica, o jejum e a abstinência de carne e bebidas alcoólicas.

As rádios só transmitiam músicas sacras ou clássicas. Não se ouvia o apito do trem, pois ele não trafegava. Não havia entrega de leite dos currais, pois não se tirava leite naquele dia. Não se comercializava nenhuma mercadoria, em respeito ao sofrimento de Jesus Cristo, traído por Judas, em troca de 30 moedas.

Os clubes sociais, os bares ou outros ambientes de entretenimento também não funcionavam.

A tristeza só desaparecia no Sábado de Aleluia, que revive a expectativa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nesse dia, havia a malhação de Judas, um boneco/homem, de palha ou de pano, em tamanho natural, que era exposto em praça pública, para ser castigado. por ter traído Jesus.

A malhação ou queima de Judas é uma tradição vigente em diversas comunidades católicas e ortodoxas, que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. É também realizada em diversos outros países, sempre da Sexta-Feira da Paixão para o Sábado de Aleluia, à meia noite. Simboliza a morte de Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus.

A liturgia da Páscoa, ou passagem, ocorre na madrugada do Sábado de Aleluia para o Domingo.

No Domingo de Páscoa, a data mais importante do calendário cristão, comemora-se a Ressurreição de Cristo, três dias depois de sua morte. Esse é o maior motivo e fundamento da Fé cristã.

PENINHA - DICA MUSICAL