CHARGE DO SPONHOLZ

A HORA DA POESIA

FOGOS-FÁTUOS – Cruz e Souza

Há certas almas vãs, galvanizadas
De emoção, de pureza, de bondade,
Que como toda a azul imensidade
Chegam a ser de súbito estreladas.

E ficam como que transfiguradas
Por momentos, na vaga suavidade
De quem se eleva com serenidade
Às risonhas, celestes madrugadas.

Mas nada às vezes nelas corresponde
Ao sonho e ninguém sabe mais por onde
Anda essa falsa e fugitiva chama…

É que no fundo, na secreta essência,
Essas almas de triste decadência
São lama sempre e sempre serão lama.

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO JORNAL

CABEÇA-DE-PICA TIROU O CU DA RETA E VOLTOU ATRÁS

* * *

Nota que acabou de ser publicada pela página O Antagonista:

Alexandre de Moraes derrubou a censura sobre a reportagem “O amigo do amigo de meu pai”, da revista Crusoé, bem como sobre os posts correlatos de O Antagonista.

Estamos esperando a notificação oficial para republicarmos as matérias jornalísticas que foram alvo do ato autoritário.

Quem venceu foi a democracia e um dos pilares, a liberdade de imprensa.

“Fiz merda mesmo, cumpanhero: tomei no olho do furico e tive que voltar atrás”

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

DEU NO JORNAL

TOFFOLI E MORAES DEVEM SAIR!

Rodrigo Constantino

O impasse diante das trapalhadas e, por que não dizer?, crimes cometidos por Dias Toffoli e Alexandre de Moraes continua. O Brasil não tem as instituições mais sólidas do mundo, e elas ficaram ainda mais esgarçadas por conta desse arbítrio todo, desse gritante abuso de poder. A pergunta feita pelo poeta romano Juvenal volta à cena do cotidiano: quem vigia o vigia? Se o próprio guardião da Constituição rasga as leis dessa forma, a quem recorrer? Um cabo e um soldado?

Em seu editorial de hoje, a Gazeta do Povo alega que o plenário do próprio STF é o último freio antes de uma crise institucional grave. Resta saber se será capaz de reverter o estrago causado por seus ministros, incluindo o presidente da instituição. Políticos flertam com a possibilidade de um impeachment e também de uma CPI que investigue o Poder Judiciário. Eis um trecho do editorial:

Com o prolongamento do impasse em torno do inquérito que apura fake news que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e tutela do presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, o Brasil está a ponto de entrar em uma crise institucional sem precedentes. Em uma série de ações que configuram claro abuso de poder, Toffoli e Moraes assumiram funções persecutórias próprias do Ministério Público, em contrariedade à Constituição, ensejando uma reação aguda não só da opinião pública, mas da sociedade civil organizada, de outras instituições, como a Procuradoria-Geral da República, e de membros do Congresso Nacional.

O sistema de freios e contrapesos na separação dos poderes foi concebido justamente para evitar esse tipo de abuso. Há freios e contrapesos internos, por meio de procedimentos e pelo controle dos próprios pares – um exemplo do qual, no Judiciário, não deixa de ser o duplo grau de jurisdição e a existência de recursos. Mas há também freios e contrapesos externos, em que Executivo, Judiciário e Legislativo atuam para coibir, preventiva ou reativamente, eventuais abusos uns dos outros.

[…]

A ampla maioria da comunidade jurídica razoável está de acordo que a manobra regimental que permitiu ao STF tornar-se, ao mesmo tempo, vítima, investigador e julgador em última instância agride de maneira grave e inédita uma série de normas legais e princípios constitucionais.

[…]

O imbróglio todo só não chegou ao ponto da ruptura institucional perpetrada pelo Judiciário porque ainda há tempo de a maioria do tribunal fazer um chamado ao bom senso e restaurar a ordem constitucional, articulando para o que plenário do Supremo enterre o inquérito aberrante e anule todas as decisões tomadas em seu bojo.

[…]

A persistir a situação absurda que os dois ministros criaram, o impeachment de Toffoli e Moraes estaria justificado e seria a solução institucional adequada a ser conduzida de forma responsável pelas lideranças políticas. A qualidade da democracia brasileira e a estabilidade do país não dependem de o STF tornar-se intocável e seus ministros converterem-se deuses inimputáveis.

O presidente do STF segue na “defensiva”, justificando suas medidas abusivas com a alegação de que a reportagem foi “orquestrada” para constranger o Supremo e que a liberdade de expressão não pode “alimentar o ódio“. O ministro se acha uma espécie de “tirano do bem”, confundindo sua função institucional com algum tipo de missão nobre incompatível com seu cargo.

“A liberdade de expressão não pode servir à alimentação do ódio, da intolerância, da desinformação. Essas situações representam a utilização abusiva desse direito. Se permitimos que isso aconteça, estaremos colocando em risco as próprias conquistas obtidas em 1988”, afirmou Toffoli.

É uma visão simplesmente absurda do que seja liberdade de expressão e também o papel do STF. Com base nessa desculpa esfarrapada, o ministro acha que pode atropelar as leis e adotar a censura prévia, ignorando o devido processo legal. Conceitos vagos, interpretados por ele mesmo, serviriam para se impor um regime opressor no país.

“É ofensa à instituição à medida que isso tudo foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância. De tal sorte que isso tem um nome: obstrução de administração da Justiça”, disse o presidente do STF em entrevista publicada nesta quinta (18) pelo “Valor Econômico”.

Reparem no grau hiperbólico de sua interpretação subjetiva: Toffoli acha que sabe o que os responsáveis pela reportagem querem pelo timing de sua publicação, ou seja, ele pune, como um tirano, a suposta intenção dos autores da reportagem!

O tiro saiu pelo culatra. Se a intenção de Toffoli era calar a imprensa e impedir a circulação da reportagem, ele errou feio o alvo. Ocorreu o “efeito Streisand”: após a censura, a repercussão sobre a matéria envolvendo Dias Toffoli aumentou mais de 20%.

Toffoli quer bancar o Napoleão tupiniquim, pretende se colocar acima das leis e, com base em interpretações subjetivas, atropelar os limites constitucionais de sua função. Não há mais como tolerar sua presença no STF. Toffoli deve sair. Ou cada vez mais gente razoável e moderada vai mesmo optar pela “solução” drástica: um cabo e um soldado!

DEU NO JORNAL

CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ DE OLIVEIRA RAMOS – SÃO LUIS-MA

A casa contaminada

A lucidez e conhecimentos demonstrados por Joaquim Barbosa

Apois num era mermo!

Quantas e quantas veizes, nóis lemos e escutamos as falas do então Ministro Joaquim Barbosa descomposturando alhos e bugalhos na “Côrte”, que imaginamos limpa e proba, cuja existência acreditamos ser para Justiça – seguindo a Lei, sempre.

Não, ainda não é preciso chamar o cabo e o soldado!

Esperem mais um pouco. Quem sabe, a noite bem dormida vai conseguir reparar e mandar para o esgoto, as mijadas e cagadas homéricas que alguns estão produzindo, né não?

E aí, a gente lembra da “fonte de renda” da Delzuíte, aquela pegadora noturna de machos e rolas mil na casa de fudelança da Geraldinha, que, perguntada, respondia: “aqui é: lavou, tá nova”!

Quantas vezes Joaquim Barbosa foi a público, vociferando: “esta casa está contaminada. Vossa Excelência nos envergonha a todos.” E muitos faziam questão de olvidar, apenas por conta da cor da pele do Barbosão que, diga-se de soslaio, pulou fora em boa hora.

AUGUSTO NUNES

AMANTE SABIDA

Gleisi ensina que “Soberania Popular” é uma coisa que só existe quando o PT está no poder e livre para roubar

“A proposta apresentada pelo governo de Banco Central independente, autônomo, fere a Soberania Popular. Por que uma instituição de Estado ficaria fora do alcance do governo eleito diretamente pelo povo? A autonomia pretendida por Bolsonaro significa que a política monetária não estará mais sujeita ao voto do popular, deixando o governo eleito de ter qualquer influência na sua condução”.

Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente do PT, conhecida pelo codinome Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht, discorrendo sobre a autonomia do Banco Central com a autoridade de integrante do governo que assaltou o Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa Econômica e todas as instituições financeiras ao alcance do partido que virou quadrilha.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADONIS OLIVEIRA – TERESINA-PI

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO SENADO – davi.alcolumbre@senado.leg.br

Senhor Davi – Presidente do Senado Nacional,

Mesmo sendo conhecedor da sua proverbial tibieza de caráter, provavelmente provocada por sentimento de culpa decorrente das penumbrosas transações por si praticadas anteriormente e apontadas por órgãos de investigação, gostaria de lhe avisar que a paciência da população com o tsunami de canalhices oriundas das diversas esferas do poder da nossa nação está próximo ao seu limite.

Em assim sendo, seria de muito bom alvitre que o senhor tratasse de descer da sua pusilanimidade e desse continuidade aos inúmeros pedidos de impedimento dirigidos aos canalhas que hoje abastardam a nação brasileira no STF.

Veja que, em não o fazendo, deverá ter o senhor o mesmo tratamento de traidor da pátria que certamente será dispensado aos inúmeros ratos que hoje infestam aquela corte, quando pesa sobre si “apenas” (?) a suspeita de que o senhor seja um corrupto, o que é um título bem menos nefasto.

Seja homem!

Decida-se!

E prepare-se para receber a ira dos seus comparsas togados. Assim procedendo, pode ter certeza que a maioria absoluta da nação brasileira estará do seu lado e suas eventuais falcatruas financeiras serão consideradas de menor monta.

Atenciosamente,

Adônis Oliveira