AUGUSTO NUNES

A PALAVRA DO EDITOR

PRAGA PRA UMA SEXTA-FEIRA, 12

Hoje não é uma Sexta-Feira 13.

Mas tirou um fino danado.

É Sexta-Feira 12.

Vou aproveitar o pretexto pra repetir uma praga que está guardada aqui no meu arquivo e que eu sempre republico quando no calendário aparece uma Sexta-Feira 13.

A praga é esta aqui:

Hoje é o dia em que a Mãe de Calor-de-Figo limpa os dentes com uma escova fabricada com os pentelhos da sogra de Belzebu, a madrasta de Caralho-de-Asas come bimba de gato frita em sebo de bode, a nêga Espanta-Cacete amarra o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido, a madrasta de Cavalo-do-Cão come barro e caga tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso, a cabôca Traça-Pica faz careta pra Tranca-Rua em cima de um pinico de loiça, a enfezada Catraia Sibita lava a priquita com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo e a irmã de Pancanha cata chatos na barba do cabôco Papa-Cu.

É dia de ter muito cuidado, feito quem procura pinico com os pés no escuro.

Quem lê, gosta, aprecia e divulga o Jornal da Besta Fubana está a salvo e terá um dia excelente. Assim como excelente terá todo o resto do ano.

Já os farrapos humanos que falam mal mim que preparem o furico: o moleque Bimba-de-Alavanca tá pronto pra fazer sua parte.

Moleque Bimba-de-Alavanca de plantão pra enrabar os muderninhos do puliticamente correto, os babacas, os idiotas, os lesos, os tabacudos e os militantes petistas

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DON PABLITO – SANTO ANTÔNIO DO PINHAL-SP

Caro Berto:

É gozado como os esquerdopatas distorcem toda história.

Veja um trecho da palestra na Universidade Católica de PE.

No auditório do Bloco A …onde os componentes da mesa dizem abertamente que a esquerda tem pretensões de derrubar o governo e implantar o Socialismo.

Num é “górpi”?

R. Tomaram uma pica de grosso calibre na última eleição, democraticamente, em eleições livres e diretas, onde o povo votou em quem quis votar, e agora estão cagando merda pela boca.

Aliás, cagar pela boca é a rotina desse curral de antas.

Quando este descerebrado prega um golpe dizendo que “nós vamos derrubar Bolsonaro“, já está deixando bem claro a que tribo de babacas pertence.

Tem que ter paciência pra ouvir as bostas que estes idiotas do vídeo aí de cima cagam pela boca.

E ver a imagem dos tolôtes sentados no auditório, ouvindo e aplaudindo a diarreia verbal.

Meu caro Don Pablito, estes tabacudos zisquerdóides merecem a pica do nosso mascote, o jegue Polodoro, todinha, enfiada no olho do furico.

Vamos botar nosso estimado jegue pra relinchar em homenagem a estes analfabetos universitários.

E em homenagem a tudo quanto é tabacudo vermêio deste Brasil.

Rincha, Polodoro!

CHARGE DO SPONHOLZ

A HORA DA POESIA

DORES E CONSOLAÇÃO – José Moura de Oliveira

Uns trazem flores outros trazem velas
Eu nem trouxe velas e nem trouxe flores
Eu trouxe apenas, meu filho! Minhas dores!
E assim mesmo vou voltar com elas.

Há flores brancas, flores amarelas,
Azuis, vermelhas e de outras cores
Tão primorosas, desprendendo odores
Sorvendo lágrimas que deixaram nelas.

Eu nada pude te trazer, meu filho!
Além das dores de um olhar sem brilho
De um pai que vive pesarosamente.

Mas um consolo levarei comigo
Foi ver quem pode deixar teu jazigo
Ornamentado merecidamente.

Colaboração de Pedro Malta

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIZ PEIXOTO – FORTALEZA-CE

Caro e desassombrado editor da melhor gazeta internética,

veja o que postou o grande jornalista Augusto Nunes, a respeito dos 101 dias de governo de BOLSONARO.

R. Meu caro, isto que o Augusto escreve meu trouxe de volta à lembrança uma coisa que me deixou feliz que só a porra.

E que vai fazer meu final de semana muito alegre.

É o seguinte:

O PT se fudeu!!! O PT Perdeu!!!

O poste Haddad tomou no meio do olho do furico!!!

O colunista fubânico Augusto Nunes não erra uma sequer.

Acerta todas no alvo!!!

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

UMA CANTORIA E UM POEMA

Cantoria de improviso com os poetas repentistas Moacir Laurentino e Sebastião da Silva

* * *

O CASAMENTO DOS VELHOS – Louro Branco

Tem certas coisas no mundo
Que eu morro e num acredito
Mas essa eu conto de certo
Dum casamento bonito
De um viúvo e uma viúva
Bodoquinha Papaúva
E Tributino Sibito.

O véio de oitenta ano
Virado num estopô
A véia setenta e nove
Maluca por um amor
Os dois atrás de esquentar
Começaram a namorar
Porque um doido ajeitou.

Um dia o véio comprou
Um corpete pra Bodoquinha
Quando a véia foi vestir
Nem deu certo, coitadinha
De raiva quase se lasca
Que o corpete tinha as casca
Mas os miolo num tinha.

No dia três de abril
Vêi o tocador Zé Bento
Mataram trinta preá
Selaram oitenta jumento
Tributino e Bodoquinha
Sairam de manhazinha
Pra cuidar do casamento.

O veião saiu vexado
Foi se arranchar na cidade
Mandaram chamar depressa
Naquela oportunidade
O veião chegou de choto
Inda deu catorze arroto
Que quase embebeda o padre.

O padre ai perguntô:
Seu Tributino, o que pensa,
Quer receber Bodoquinha
Sua esposa, pela crença?
O veião dixe: eu aceito
Tô tão vexado dum jeito
Chega tô sem paciência.

E perguntô a Bodoquinha:
Se aceitar esclareça
A véia lhe arrespondeu
Dando um jeitim na cabeça
Aceito de coração
Tô cum tanta precisão
Tô doida que já anoiteça.

Casaram, foram pra casa
Comeram de fazer medo
Conversaram duas horas
Uns assuntos duns segredo
E Bodoquinha dixe: agora,
Meu pessoá, vão embora
Que eu quero drumi mais cedo.

O véi vestiu um pijama
Ficou vê uma raposa
A véia de camisola
Dixe: óia aqui sua esposa
Cuma é, vai ou num vai?
O veião dixe: ai, ai, ai
Já tá me dando umas coisa.

A véia dixe me arroche
Cuma se novo nóis fosse
O véio dixe: ê minha véia
Acabou-se o que era doce
A véia dixe: é assim?
Então se vai dar certim
Que aqui também apagou-se.

Inda tomaram uns remédio
Mas num deu jeito ao enguiço
De noite a véia dizia:
Mas meu véi, que diabo é isso?
Vamo vendê essa cama
Nóis sempre demo na lama
Ninguém precisa mais disso.

A véia dixe: isso é triste
Mas esse assunto eu esbarro
Eu já bati o motor
Meu véi estrompou o carro
Ê, meu veião Tributino
Nóis dois só tem um menino
Se a gente fizer de barro.

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

PERCIVAL PUGGINA

210 MILHÕES DE PASSO ERRADO, 11 DE PASSO CERTO

Percival Puggina

O STF aborreceu-se. O presidente Toffoli, deixou isso claro em recente manifestação, quando disse não aceitar essas críticas porque elas se fazem em razão de “nossa efetividade em garantir, em um país desigual, os direitos e garantias da liberdade”. Realmente, a soberana plebe não tem em boa conta o Supremo Tribunal Federal nem o protagonismo que ele desempenha na cena política brasileira nestes tempos em que é preciso desamarrar a política, laço por laço, da criminalidade.

Pagadora de todas as contas e tomadora de todos os prejuízos, a soberana plebe exerce seu poder quadrienalmente, das 8h até as 17h, num domingo de outubro. Depois disso, só recebe ordens e contas a pagar. O mais permanente direito político do indivíduo, mesmo quando desarticulado, quase silencioso e ineficiente, é o direito de opinião. As novas mídias, porém, amplificaram e democratizaram esse direito que se concentrava nos profissionais que atuam nos meios de comunicação. Esse grupo corresponde a apenas 0,07% da população, mas centralizava um enorme poder. Se atentarmos aos que atuam nos veículos mais influentes e em suas redes nacionais, o número é ainda muito menor e o poder mais concentrado. Hoje isso mudou. O leque se abriu.

Se devemos atribuir valor ao que a sociedade pensa sobre seus políticos e ao modo como isso se expressa em votos e mandatos, igualmente deveríamos atentar às suas opiniões sobre o STF, mesmo que, em tese, não tenham qualquer consequência.

A vigorosa atuação da Lava Jato, a possibilidade de prisão após condenação em 2ª instância e a colaboração premiada são os três meios pelos quais a nação está conseguindo debelar a septicemia da corrupção. Não obstante, é inegável que os três remédios têm inimigos figadais no STF e que parcela desses inimigos se comprazeriam em enfileirar processos criminais na longa e onerosa marcha da prescrição e da impunidade. Afinal, num canetaço de fim de ano judiciário, não proporcionou o ministro Marco Aurélio condições para soltura de mais de cem mil criminosos condenados em 2ª instância?

A nação a tudo vê e, por vezes, se escandaliza, como quando sua Suprema Corte, por duas sessões inteiras, assistiu o ministro Celso de Mello esgotar as potencialidades semânticas do juridiquês para propor a criminalização da homofobia como se racismo fosse, criando uma aberração: tipo penal gerado por analogia. Ou quando aquele poder acolhe pedidos de partidos nanicos, quase sem voto nem representatividade, para impor leis porque é mais fácil conseguir seis votos entre 11 do que maioria entre 513. E conseguem. Ou quando, “lecionando” à opinião pública, o STF afirma sua função contramajoritária para sustentar posições extravagantes e se esquece de que o preceito talvez pudesse valer para si mesmo, constrangendo-o a decidir por minoria.

Vejo nosso STF decididamente irritado com as críticas da plebe. Seu presidente, ao afirmar que não as aceita, deveria saber que “não aceitar” é diferente de “discordar” e sinaliza o autoritarismo arrogante que ali bem se percebe. Qual seria a reação se o presidente Bolsonaro dissesse algo assim? O PT iria queixar-se à ONU. O Le Monde Diplomatique, o The Guardian, o The New York Times e o El País abririam manchete. Ouvir-se-iam rugidos cósmicos de indignação!

O que mais chama atenção, porém, é que a falta de estima da sociedade por sua Suprema Corte não difere muito da que, individualmente, certos ministros aparentam nutrir por seus colegas. Mesmo assim, quando o corporativismo se faz necessário, são 11 de passo certo contra 210 milhões de passo errado.

CHARGE DO SPONHOLZ