ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Bom dia, estimado Berto

Acabo de ler esta pequena nota no blog do Cláudio Humberto:

CAPITAL DO CHORO

A capital federal será a capital mundial do choro entre os dias 23 e 28 de abril.

Brasília sediará o primeiro Encontro Internacional de Choro (EICHO), em comemoração aos 20 anos do Clube do Choro da cidade.

Pelo título, imaginei que seria um novo encontro de prefeitos com a administração Bolsonaro.

Puro engano.

Abraços

R. De fato, meu caro, o choro a que se refere esta nota não é a choradeira de prefeitos atrás de verbas que serão indevidamente torradas e surrupiadas nos municípios de todo o país.

A notícia se refere ao Chorinho, o autêntico ritmo brasileiro, que em Brasília é cultuado há muito tempo.

Era tão grande a devoção a este ritmo na Capital Federal que foi criado o Clube do Choro, uma das entidades musicais mais prestigiadas de todo o Brasil, fundado em setembro de 1977.

Vale a pena dar uma passeada na página desta entidade. Basta clicar aqui 

Falo isto com conhecimento de causa pois meu neto mais velho, o Pedro Henrique, brasiliense de nascimento e residente na cidade, é chorão e toca bandolim desde a infância.

Veja no vídeo abaixo, meu neto Pedro Henrique, no bandolim, solando o choro Pagão, da autoria de Pixinguinha e Benedito Lacerda.

No violão, João Ferreira, um amigo do Pedro que é da patota de chorões de Brasília.

E o avô babão fica aqui só curtindo a execução da dupla.

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BURACO NEGRO

É uma privação que não desejo a ninguém. Vários dias sem Internet, para trás e para frente, uma ilha de desinformação e de isolamento do mundo.

A isso chamam desapego: o desespero total de não estar ligado a nada e a ninguém, ou a algo e a alguém, prefeririam os mais perfeccionistas.

Acordo sem noção do passado e sem descortino do futuro. Se escrever um poema, ninguém o lerá; se enviar uma carta, irá pelo vento ao nada e a lugar algum; ninguém me ouve, ninguém me vê.

Não, não estou só, há pessoas do meu lado, há gente circulando, porém todos sem o mesmo acesso ao mundo externo. Somos como mortos-vivos perambulando pelas telas de cinemas e tevês.

– Bom dia, algo de novo?

– Nada, irmão, nada. O mesmo de sempre!

Um dia, espero que em breve, saberemos se choverá ou fará sol, se cairá neve no Rio de Janeiro, se a segurança aumentou, se o trânsito melhorou, se a saúde progrediu, se há comida e teto para todos, se o desemprego diminuiu e se a mortalidade infantil é coisa do passado.

Por enquanto, tudo o que sabemos é que neste momento chove, o dia deve permanecer nublado, talvez, e certamente permaneceremos desconectados.

Vejo alguns loucos andando de um lado para outro procurando sinal. Pobres coitados. Por aqui não há torres, ah! As desejadas horríveis torres sobre prédios e montanhas: – Cadê?

O dólar subiu? Caiu? A bolsa despencou ou marcou novo recorde? Bolsonaro renunciou ou emplacou a reforma da previdência? Nada, nenhuma resposta.

Alguém sabe se emplacaram o improvável e impossível impedimento do Gilmar Mendes? Tófolli foi enquadrado pela PF por não ter sido aprovado em concurso público para juiz?

O Ministro das Relações Exteriores conseguiu provar que o Nazismo foi um regime de esquerda e que Cuba é extremamente direitista?

Novas teorias filosóficas estarão surgindo? A física quântica conseguiu foros de ciência?

Enfim… dúvidas, só dúvidas.

Não dá para desapegar e ficar aqui, indefinidamente, sem saber se Lula está solto ou preso, se Moro lhe pediu perdão, se os recursos foram julgados, acolhidos, rejeitados, providos, descartados, e se a prisão logo após, imediatamente, o julgamento da segunda instância pacificou os corações dos brasileiros e resolveu que a Constituição merece interpretações mais, bem mais profundas, para que a verdadeira justiça se faça – quem não tem dedos não precisa de anéis.

Espero que alguém esteja anotando tudo, guardando jornais e preparando relatórios, para que, quando voltarmos ao mundo das coisas reais, proporcionado pela Internet, possamos apalpar as coisas intangíveis.

Enquanto isso, paciência, vou jogando paciência off line.

Mas é duro.

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NO OLHO DO TOBA

Ontem fiz aqui uma postagem reproduzindo uma pesquisa que a petista idiota (desculpem a redundância) Benedita Abestada da Silva botou no seu Twitter.

A postagem foi sendo atualizada durante todo o dia, à medida que os eleitores davam seus votos.

Hoje apresento pra vocês o resultado final, conforme estava lá no Twitter oficial da negona.

Vejam que lindo:

Tomou no meio do furico uma pajaraca de 17 polegadas de comprimentos.

Não sobrou uma prega sequer!!!

“Xiuf, xiuf, snif, snif… Se lasquemo-se… Perdemo de novo…”

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O LADO BOM DA DIETA

Sempre tive os nervos arruinados. Mas – é inegável –, eles pioraram muito nos últimos dias. A causa principal de minha ruína nervosa não são os parcos recursos que pingam sem nenhuma responsabilidade fiscal em minha conta corrente. Já me acostumei com isso, sou um estoico. O que me aflige é saber que pratos de repolho me esperam no almoço, no jantar, nos dias úteis, nos sábados, domingos e feriados.

Há 35 dias, o repolho refogado tem sido, por assim dizer, o alicerce de minha dieta. A única vantagem é que, sabedores do cardápio que tenho seguido à risca, parentes e vizinhos inoportunos já não me importunam mais. Como se percebe, tudo – até a maldita dieta – tem seu lado positivo.

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