DELICIOSA TORTURA

Na formatura do meu filho Raul, há exatos quinze dias, anunciaram que o Hino Nacional seria cantado.

Meu caçula ao lado olhou para mim e soltou:

– Painho, ‘cê sabe cantar, né?

Eu respondi quase me amostrando, já com a voz levantada e peito estufado:

– Claro! Nos meus tempos de estudante éramos “obrigados a cantar”, sob a supervisão da General Almira, todas as quintas-feiras, na entrada do Grupo Escolar.

Alguns outros jovens presentes no evento me olharam meio desconfiados. Não sei se surpresos por eu falar com tanta convicção saber cantar algo tão comprido, ou por não fazerem a mínima ideia de quem fosse a General Dona Almira do Grupo Escolar.

E começou a execução.

Cantei do começo ao fim, sem erros. Inclusive fazendo direitinho a distinção de “em teu peito” e “no teu peito”; conhecimento exigido por Dona Terezinha Dantas, eterna professora de História. Mas, aí, já no Ginásio, sob o olhar atento da Diretora Hilda Frassinete.

Pois é, poucos sabem dessa diferença colocada lá propositadamente por Joaquim Osório Duque Estrada na belíssima poesia que é a letra, antes de Francisco Manoel da Silva jogá-la para os compassos da música.

Terminado o hino, meu caçula me deu aquele abraço.

E prometeu aprender para cantar também.

Se cantar o Hino Nacional sob o sol das treze horas no sertão acariense foi tortura para aquela criança que eu era; hoje aqueles momentos são uma deliciosa memória no homem que sou.

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LÊDA ANANIAS DO COUTO – CARUARU-PE

Caro Editor,

Se cantar o hino causou todo este rebuliço, imagine quando descobrirem que agora para passar de ano vão ter que estudar!

Eu só quero ver o chororô!!!!

R. É mesmo, cara leitora, vai se uma choradeira arretada.

Ser obrigado a estudar pra poder passar de ano será uma verdadeira revolução educacional.

Só falta agora acabar com essa viadagem de cotas pra entrar na universidade.

E já que você falou em hino, vou aproveitar o pretexto pra oferecer aos nossos leitores um vídeo que me foi enviado pelo zap.

Trata-se da execução do Hino Nacional Brasileiro numa viola caipira.

Com o violeiro Paulo Santana.

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A DESEMPODERADA

Eu só quero meus direitos
Não queira me adestrar
Eu não sou empoderada
Nem quero me igualar
Minha vida eu comando
Não tenho bandeira e bando
E gosto de me guiar.

Os mesmos direitos do homem
Confesso não quero ter
Não quero ter falo e saco
E nem ter que endurecer
Meu brinquedo é de montar
O do homem é de armar
Quando enguiça é um sofrer.

A mãe tem sempre certeza
Que o filho que gera é dela
Porém o pai muitas vezes
Acaba numa esparrela
Cria o filho sem ser seu
Isso já aconteceu
Vi na vida e na novela.

Não quero ficar mais tempo
No mercado a trabalhar
Pra me comparar ao homem
Na hora de aposentar
Não estou de sacanagem
Quero ter essa vantagem
Enquanto ela vigorar.

Gosto de mijar sentada
Não quero mijar em pé
Gosto de usar calcinha
Não me vejo de boné
Não quero ficar careca
Nem também usar cueca
No meu tino tenho fé.

Mas uma coisa eu digo
Expondo minha postura
Eu gosto de ser mulher
E sem previsão de cura
Nisso não vejo entrave
O HOMEM É MINHA CHAVE
EU SOU SUA FECHADURA.

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VIOLÊNCIA CONTRA OS MACHOS

Os registros de espancamento de homens por suas mulheres estão com taxas altíssimas.

O machicídio cresce em números assustadores.

Uma providência urgente precisa ser tomada.

Os movimentos sociais em defesa dos direitos humanos devem se mobilizar.

É imperioso a criação da Delegacia do Homem e a aprovação de uma lei protegendo os machos da violência das fêmeas.

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ADAIL A. AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Dom Luiz Berto:

Enquanto o Papa Chico e o fugitivo Jeânus UiUi (fantasiado de xeique) refrigeram as “partes”, nas Arábias.

Pensando bem (00):

Elas têm que ensinar “funk”, como dar o “brioco”, como é briga das “aranhas”, e que é normal, que é l-i-n-d-o homem com homem e mulher com mulher.

Pensando bem (01):

Pensando bem (02):

Pensando bem (03):

Pensando bem (04):

Pensando bem (05):

Um baita abraço,

Desde o Alegrete – RS,

R. Vôte!!! Danô-se!!!

Fiquei avuando.

Acho que tô ficando caduco.

Mas, como aqui quem manda é o leitor, taí sua mensagem publicada.

Um grande abraço desde o Recife-PE

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BAITOLA HETEROFÓBICO

O ex-deputado Jean Wilis deve ter vazado para mentir mais à vontade.

Em Lisboa, disse que Bolsonaro foi eleito pela ‘homofobia’.

Indignação com a roubalheira dos governos que ele apoiou, nem pensar.

Foi só um mero detalhe.

* * *

Lendo esta nota aí de cima sobre o bostífero baitola banânico babaca Jean Aero Wyllys, se alembrei-me de uma postagem que vi no Twitter.

Vejam só que presepada da porra:

À direita temos a lhama, do quíchua llama, é um mamíferoruminante da América do Sul, da famíliados camelídeos, género Lama. E à esquerda a lhama cuspideira queima rosca brasilis.

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CADEIA FAZ MILAGRE

Okamotto jura que, depois de começar a ler e a rezar, o ex-presidente presidiário agora passou a também ficar com a cabeça “focada no povo brasileiro”

“Mais uma vez a gente fica com uma surpresa agradável quando vem visitá-lo. A cabeça dele continua focada no povo brasileiro. Ele sabe que só não está na Presidência porque tornou-se inimigo da elite do país ao combater desigualdade, a pobreza e ao oferecer oportunidades para que todos pudessem crescer”.

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, depois de visitar Lula em Curitiba, ao revelar que, além de começar a ler e a rezar, o ex-presidente presidiário também aprendeu a ficar com a cabeça “focada no povo brasileiro”, confirmando que cadeia faz milagre.

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