CENA BRASILEIRA

Um típico operário carioca trabalhando no “semi aberto”.

Cabo eleitoral de Marcia Tiburi, aquela candidata do PT que tem uma teoria justificando a prática de assalto feito pelas classes espoliadas.

Tornozeleira na perna e “guarda-chuva” na mão.

Um humilde operário subindo o morro, em meio às pessoas do povo.

Um trabalhador protegido pela militância zisquerdista dos Direitos dos Manos.

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BABACA COM MANDATO FEDERAL

Roberto Requião levanta teoria de que a equipe de 140 soldados israelenses, que chegaram ao Brasil para ajudar nas buscas dos vitimados pelo desastre em Brumadinho MG, é na verdade um grupo de assalto para uma intervenção militar na Venezuela!

* * *

E um idiota descerebrado deste porte é Senador da República.

Eleito pelo estado do Paraná.

É isto mesmo: existe neste mundo gente babaca o bastante pra votar num cabra safado desses.

É phoda!!!

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O NOIVADO

Violante Pimentel

Dona Nazinha , viúva, tinha uma filha única, Maria das Dores. Ficava louca de preocupação quando Felisberto, seu futuro genro, chegava em sua casa para “noivar”, todas as noites.

Nesse tempo, anos 60/70 do século passado, era tradição as jovens casarem virgens. Também não saíam sozinhas com o pretendente, nem para assistir Missa. Todo cuidado era pouco, e as mães não confiavam nem nas ”batatinhas”.

Astuciosa como todas as mães, Dona Nazinha, para acalmar sua neurose, instalou o seu velho piano na sala de visitas, e no horário nobre do namoro da filha, permanecia executando alguma partitura musical do tempo do “ronca”. Às vezes, para tormento do casal, a distinta senhora resolvia cantar, com sua voz estridente e feia, acompanhando-se pelo instrumento de estimação. Às suas costas, a filha e o noivo, no sofá, namoravam como podiam.

Certa noite, a educada senhora demonstrou cansaço e resolveu deixar o casal a sós, longe da sua fiscalização. Justificou-se, alegando estar com dor de cabeça e que iria tomar um analgésico para repousar. Não se rendeu, e de cinco em cinco minutos, posicionava-se perto da sala, para olhar como estava o “namoro” e ouvir o que os dois pombinhos conversavam. Mas, logo teve uma decepção. Cismada com o silêncio dos namorados, adentrou à sala e viu o casal em pé, abraçado, e num beijo de “desentupir pia”. Os dois nem sequer perceberam a presença de Dona Nazinha, que voltou para o quarto em pânico.

Mais que depressa, a mulher pegou um despertador e programou para que “despertasse” a cada 15 minutos, na entrada da sala. Na cabeça de Dona Nazinha, isso seria uma forma de interromper o que o casal estivesse fazendo. A cena se repetiu por várias noites, até que o noivo, não aguentando mais o controle da futura sogra, resolveu antecipar o casamento.

Para decepção de Dona Nazinha, cinco meses depois do enlace, sua filha foi mãe e ela foi avó de um menino. O impacto da mulher foi grande. Sentiu-se traída miseravelmente pela filha e pelo genro. Viu que fizera papel de idiota, ao tentar fiscalizar o noivado da filha e preservar a sua virgindade.

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HÉLIO FONTES – CURITIBA-PR

Em visita a esta bela e aprazível cidade de Curitiba, para onde vim com a finalidade de me submeter à revisão anual de saúde, aproveitei a oportunidade para passar em frente ao prédio da Polícia Federal, transformado em hotel onde se hospeda o energúmeno de Caetés, também conhecido pelas alcunhas de “Barba” e “Nove Dedos”, deparei-me com um acampamento de desprovidos de cérebro, bem em frente ao prédio.

Ali, esses desocupados vivem esbravejando slogans vazios, tentando vender camisetas, comendo sanduiches de mortadela com cachaça e, principalmente incomodando a vizinhança e desvalorizando os imóveis e endereços das proximidades.

Onde estão as autoridades competentes que não mandam esse pulha para um lugar isolado, tipo a ilha de Fernando de Noronha?

Fica a sugestão, que dou de graça.

R. De fato, é um mistério o fato de Lapa de Corrupto ainda não ter sido transferido pra um presídio à altura da sua ladroagem.

Num sei mesmo que danado é isto.

Os juristas que frequentam este blog escroto que nos expliquem isto, por favor.

Quanto ao acampamento de idiotas em frente à Polícia Federal de Curitiba, um outro leitor deste blog chegou até gravar um vídeo com um dos manifestantes petistas.

Veja que protesto emocionante:

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A GAIA NA MÚSICA BRASILEIRA

Assum Preto é um clássico da música nordestina, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Uma linda poesia que foi eternizada na voz de Gonzagão.

A letra conta a triste história do Assum Preto, um pássaro cujos olhos são  maldosamente cegados pra que ele cante melhor.

O bichinho vive solto no terreiro, trinando, mas não pode voar porque não consegue enxergar.

Esta música termina com um verso que diz assim:

Assum preto meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaram o meu amor
Que era a luz
Dos olhos meus

O autor diz que sofre tanto quanto o passarinho e que vive triste porque que “também roubaram” o seu amor.

Escutem a música e depois a gente continua a conversa:

Conversando com meu amigo e conterrâneo Rubão, grande botador de chifres em Palmares, especialista em histórias de cornos e de galhas (ou “gaia”, como a gente costuma dizer aqui no nordeste), cheguei à conclusão de que este “amor” citado na letra da música Assum Preto não foi “roubado”.

Este amor botou gaia no corno e fugiu com o Urso.

Urso é a denominação nordestina do sujeito que come a traidora, a botadeira de gaias no seu macho.

Esta música é apenas uma dentre as centenas que, direta ou indiretamente, falam de gaias, de cornos e de traições.

Outra linda música cornífera é a canção intitulada João de Barros, cantada por Sérgio Reis, cuja letra fala na traição da parceira do passarinho João de Barros, aquele pássaro que constrói o seu ninho como se um pedreiro fosse.

A certa altura da música temos este verso:

Mas quando ele
Ia em buscar de um raminho
Para construir seu ninho
Seu amor lhe enganava

Ou seja, João de Barros levava gaia de sua passarinha enquanto ele estava ocupado construindo o ninho do casal.

E o pássaro traído se vinga trancando a gaiaeira pra sempre na casa de barro que estava montando pros dois.

E, na sequência da música, o autor diz que houve “semelhança entre o nosso fadário“, ou seja, houve semelhança entre a gaia que levou o João de Barros e a gaia que levou o autor da letra.

A música está logo a seguir.

Estes são apenas dois exemplos.

O espaço deste blog escroto está aberto pros nossos leitores indicarem ou enviarem pra cá mais músicas de chifres, de cornos e de gaieiras, que não são poucos na nossa música popular.

Todas serão publicadas.

Mãos aos chifres!

Quer dizer, mãos à obra!

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O MENINO, O VENTO E A PIPA – Xico Bizerra

No meio do tempo, sol pleno, vento abundante. Ali estavam o menino, sua pipa e o vento alcoviteiro. No mesmo instante em que o menino dá linha a sua ave de papel colorido, ela vai se aproximando dos seus irmãos anjos que perambulam pelo céu e se encantam com o balouçar da pipa brincante. Se desaproximam da terra quente. É a dança alegre de um pedaço de papel, untado com cola de grude e amparado por talas de coqueiro em forma de cruz, que lhe dão sustentação para brigar contra a força do vento que a carrega para o alto. Na extremidade final daquele papel volante e acrobático, a rabiola, provedora do equilíbrio, ‘evitadeira’ das guinadas indesejáveis da pipa. Naquele instante, inexiste qualquer preconceito, todos são iguais. Não importa os pés descalços e o sorriso banguelo de quem tem o domínio sobre o objeto voador: aquele menino tem pleno e profundo conhecimento sobre seu brinquedo e dele faz o que bem quer, tendo o vento como cúmplice e amigo. Ali, se acabam as diferenças e tudo passa a ser igual, como igual é a luminosidade do sol para todos, pretos, brancos, meninos, meninas, ricos e pobres. A pipa é igual para todos que a veem.

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