CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

TÁ EXPLICADA A REJEIÇÃO DA DENÚNCIA CONTRA OS IRMÃOS METRALHAS

Justiça Federal de São Paulo rejeita denúncia contra Lula e seu irmão por corrupção.

Juiz Ali Mazloum diz que não há nada que indique que Lula sabia de pagamentos a irmão e que crimes prescreveram.

* * *

Esse dotô juiz Ali Mazloum é um que foi afastado do seu cargo depois das Investigações da Operação Anaconda.

Ele trabalhou no gabinete de Gilmar Mendes e foi cotado para o STF pelo próprio Lula.

Tá explicada esta sentença, que contraria todas as provas, depoimentos e evidências.

Coisa mesmo de um país macunaímico e banânico feito o nosso.

Leiam esta notícia que está a seguir, publicada em setembro de 2012 na página lulo-petista 247, e vocês vão entender esta situação vergonhosa e absurda.

Nem só de Sérgios Moros vive a magistratura brasileira.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

PONTO FINAL

Não é possível, em algum momento da vida, deixar de se ser o que se é.

Um árbitro de futebol, por exemplo, que intimamente torce por determinado time, sendo uma pessoa ética e honesta tudo fará para evitar que suas preferências atuem de modo a favorecer a equipe do seu coração.

Porém, todavia, contudo, por mais que se esforce, suas preferências não deixarão de atuar, negativa ou positivamente.

Seus olhos, no caso positivo, poderão perceber uma falta onde ela não existiu, a favor do seu time.

Por outro lado, pode ocorrer a interferência negativa, ou seja, de tanto esforço para não se deixar influenciar a favor do time pelo qual torce, poderá inconscientemente, para não ser injusto, atuar contra ele, deixando de perceber uma falta a favor do seu time quando ela efetivamente aconteceu.

A questão que se coloca é a da necessidade de ter conhecimento de que tudo o que uma pessoa pensa a respeito do mundo, sua escala de valores, seu sistema de crenças, que fazem parte de sua personalidade, que orientam sua forma de agir, de comportar-se e de analisar os fatos e circunstâncias, interferem em qualquer atividade que desempenhe ou vivência que experimente, na família, na escola, no trabalho, no casamento, nas amizades.

Sabendo disso, é possível procurar obter um distanciamento, tão afastado quanto possível, quando se trata de analisar e decidir, de agir ou aguardar.

Hoje, debates em torno dessa particularidade, de como nossos conceitos prévios interferem em nossas ações, se tornam mais vivos quando gravações de conversas mantidas entre juiz e ministério público revelam o grau de interferência que esses pré-conceitos imprimiram no andamento de processos judiciais de que participavam, como julgador e parte.

Tal revelação procura ser contestada por alguns que propõem que a despeito dos diálogos comprometedores, as provas nos processos existem e não podem ser ignoradas pelo fato de juz e procuradores terem demonstrado algum grau de parcialidade.

Equivale a dizer: sim, eles demonstraram parcialidade, mas essa parcialidade não serviu para dar maior caráter condenatório às provas do que elas por si tinham.

Esse argumento possui algumas fragilidades, sendo a primeira delas a da imposição legal a respeito da parcialidade e imparcialidade do juízo, que serve também para a questão do aconselhamento e combinações entre juiz e partes: A ação conduzida por juiz cuja parcialidade for demonstrada é nula. Ponto final.

A segunda fragilidade, não menos importante, consiste no fato, psicológico, apontado: conceitos prévios do juiz que interfiram no seu julgamento o tornam suspeito para atuar.

Está certo que essa suspeição não pode ser tomada como absoluta, pois se o fosse juízes teriam de ser afastados com enorme frequência, pois estariam sempre afetados por suas convicções políticas, filosóficas, religiosas, esportivas, morais e tudo o mais, enfim.

Sim, porém.

É que se existirem esses conflitos apenas internamente, entre o juiz, suas preferências e a causa que deva julgar, em geral sua capacidade de minimizar suas posições pessoais agirá a ponto de garantir a isenção o mais ampla possível.

Contudo, uma vez que esse conflito for revelado socialmente, publicamente, não é mais possível ignorá-lo: a ação judicial está prejudicada (o termo “prejudicada” tomado aqui em sua acepção comum).

Meus leitores sabem a que estou me referindo. Ainda que esteja falando em tese, sabem que trato do caso do julgamento das ações de Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato em Curitiba.

E creio que mais não foi dito nem seria preciso falar se não fosse a recente decisão da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo (16set2019) a respeito de mais um escalafobético processo promovido pela Lava Jato contra Lula (e seu irmão, Frei Chico), de que todos têm conhecimento.

A decisão diz que a denúncia é inepta e que não é preciso ter aguçado senso de justiça, bastando um pouco de bom senso, para perceber que a acusação está lastreada em interpretações e um amontoado de suposições.

Agora, sim: ponto final.

PERCIVAL PUGGINA

LOUCURA PURA NOS LABORATÓRIOS DE MANIPULAÇÃO

A celeuma suscitada pela declaração do vereador filho do Presidente é um dos mais claros exemplos de o quanto pode ser inventiva e excitante a atividade nos laboratórios de manipulação em que se transformaram alguns veículos da imprensa brasileira. São entes estratégicos do velho “mecanismo”.

Neles, os fatos são escaneados, sempre, na perspectiva do dano que possam causar ao governo, conduta que inclui o descarte de quaisquer boas notícias ou matérias que possam fortalecê-lo. Para os manipuladores desse laboratório, com suas luvas descartáveis, pipetas e retortas, a notícia é destilada como lhes convém. Por exemplo: afirmam com ar sério, que as instituições nacionais funcionam às mil maravilhas; o Congresso Nacional é apresentado como voz do povo e voz de Deus; o Supremo Tribunal Federal, por sua vez, como um Olimpo regenerado, onde os deuses abandonam os vícios e apenas as virtudes são preservadas. Já ao Executivo, cada dia sua dose de veneno.

Quero deixar claro que não conheço o tal vereador e nada sei de sua biografia. Votei no pai dele e defendo o governo porque vejo o bem que faz e o mal que impede seja feito. Conheço seus inimigos e identifico o trabalho dos laboratórios de manipulação da informação (basta olhar a vitrina).

A frase que o vereador fez sobre democracia e velocidade foi muito mal redigida. No entanto, sequer com má redação se presta as interpretações que os laboratórios de manipulação quiseram impor à leitura de sua clientela. Bem ao contrário, tais interpretações evidenciam que, mesmo escrevendo mal, o autor da frase é muito mais sensível do que seus detratores à natureza política do problema que abordou. “Sorry periferia!”, como diria o saudoso Ibrahim Sued; o vereador carioca entende muito melhor o problema institucional e político brasileiro do que vocês.

Ele captou nas redes sociais o mesmo desalento nacional que venho observando e ao qual tenho me referido em sucessivos artigos e vídeos dos últimos meses. Em sua postagem, afirma uma obviedade gritante: na democracia, especialmente no nosso modelo, as mudanças acontecem em very slow motion. O episódio democrático eleitoral pode promover (como aconteceu no ano passado), um giro de 180 graus em apenas nove horas de votação, mas correspondentes câmbios na vida social, política e econômica se arrastarão ao longo dos anos. Ou não? É importante que todos tenham consciência disso para evitar o desalento cívico e inquietudes não democráticas.

Qual a celeridade esperável de um Congresso que se reúne três dias por semana e onde funcionam as obstruções, os longos prazos, as faltas de quórum? Como serem ágeis as mudanças quando a oposição, a toda hora, apela às interferências do STF?

Quem mais me espanta, como observador, são os juristas chamados às falas sobre o assunto. Fazem fila. E são unânimes em ignorar o caráter disfuncional de nossas instituições! Chegam ao absurdo de erguê-las ao nível da perfeição, mesmo quando basta não ser idiota para ver o quanto elas sempre se prestaram e se prestam a todo tipo de chantagem e extorsão. Objetivo sistemático e sistêmico: realizar aquilo que vem sendo rotulado nos laboratórios de manipulação como “interlocução” entre os poderes. Haja realismo cínico! Em que país vivem e que livros andaram lendo os jornalistas e os doutos entrevistados da Globo ao longo destes dias? Não sabem eles o quanto é suja a ficha desse modelo institucional, o quanto da corrupção a ele é devida? Ignoram o quanto nosso sistema eleitoral patrocina e é patrocinado pelo oneroso corporativismo? Ora, por favor, tenham dó da Nação! Parem de atrapalhar e comecem a ajudar o país. Trabalhem com pautas reais!

Tudo que maldosamente foi “presumido”, “intuído”, “inferido” da frase do vereador o foi para atingir o governo. Atribuíram-lhe o que não disse. Ocultaram, no laboratório de manipulação, outra verdade que enunciou: “a roda segue girando em torno do próprio eixo”. Na mosca! Com efeito, a regra do jogo político determina o comportamento dos agentes políticos. A democracia brasileira se arrastará em ritmo antagônico ao desejado pela sociedade enquanto continuarmos esperando que as coisas “se mudem”, mantendo o hábito segundo o qual “está tudo errado, mas não mexe”. A democracia brasileira funciona mal e poderia funcionar muito melhor. Nosso modelo institucional, ao operar, faz exatamente isso que vemos. Desconhecê-lo, repito, é idiotia. Afirmar que a frase expressa uma opção por ditadura é enorme desonestidade intelectual.

PENINHA - DICA MUSICAL

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

QUIMERAS

Andei lendo e sonhando, em tempos esquecidos,
declarações de amor e quiméricas frases
de algum gênio gentil, de modos atrevidos,
a alguma fada envolta em transparentes gazes.

Vivi de fantasia e sonhos coloridos,
com você junto a mim, nesses reinos falazes.
Mas isso aconteceu nos velhos tempos idos
quando falava o amor por descoradas frases…

Hoje em dia o florir de palavras limadas
na boca dos heróis de aventuras galantes
já não tem o sabor das épocas passadas.

E só o coração grita e soluça e fala,
no silêncio loquaz que envolve os dois amantes,
todo o poema de um beijo, a ecoar pela sala!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO TWITTER

DIA 25 TODOS NA PORTA DO STF

AUGUSTO NUNES

GAVIÃO DE DIAMANTINO

Gilmar ensina que só são legais os shows de promiscuidade que promove para livrar da cadeia bandidos de estimação

“As mensagens mostram um jogo de promiscuidade. O conúbio entre juiz, promotor, delegado, gente de Receta Federal é conúbio espúrio. Isso não se enquadra no nosso modelo de Estado de Direito”.

Gilmar Mendes, ministro do STF, ao comentar em entrevista à Folha as mensagens divulgadas pelo receptador Glenn Greenwald, ensinando que o Estado de Direito só admite os conúbios espúrios que o declarante protagoniza em parceria com colegas do time da toga, parlamentares pilantras, advogados que cobram em dólar por minuto e bandidos de estimação.

CHARGE DO SPONHOLZ